Coisas que aprendi viajando para a Europa

Nesse post eu reuni algumas dicas muito importantes que aprendi durante minha viagem à Europa. Algumas delas poderão te fazer escapar de um perrengue. Quer saber mais? Confira aqui embaixo!

1- Procure dicas sobre o melhor horário para visitar aquela atração famosa

Quando estamos de férias e visitamos certas cidades, os passeios clichês estão sempre no roteiro. Mesmo que você seja aquele viajante que gosta de deixar a vida te levar e não planejar nada…não custa nada pesquisar pelo menos sobre as principais atrações.

Ter lido algumas coisas antes da viagem me ajudou a otimizar meu tempo em muitas cidades. Algumas das dicas que posso dar sobre os pontos turísticos que eu passei são:

  • A Fontade de Trevi fica mais vazia por volta das 9h e no final da noite, como contamos nesse post.
  • É melhor chegar ao Palácio de Versalhes antes das 9h, porque mais tarde a fila pode chegar a duas horas de espera (mesmo com o Paris Pass). Acredite…nós dormimos demais, chegamos por vota das 10h e só entramos no Palácio por volta das 12h.
  • Prefira chegar no Coliseu bem cedo caso não tenha nenhum passeio guiado agendado. E caso tenha, saiba que a fila de verificação de segurança do Coliseu é gigantesca (mesmo com o Roma Pass) então nunca chegue em cima da hora.
  • Ver a cidade luz do alto da Torre Eiffel ao pôr do sol é encantador, mas os ingressos devem ser comprados com antecedência como falamos aqui.
  • O Museu do Louvre fica aberto até as 21h45 às quartas e sextas e a visita à noite é bem mais vazia do que durante o dia.
  • Passear de Gôndolas em Veneza no primeiro horário é uma boa para fugir das filas quilométricas.
Fila no Palácio de Versalhes na França
Essa é a visão de um pedaço da fila enorme que pegamos às 10h no Palácio de Versalhes. Melhor chegar cedo, não é?

2 – Aprenda algumas palavras básicas do idioma dos países que você vai visitar

Eu fui um pouco exagerada e comprei livros de Italiano e francês para viagens. Estudei um pouco antes de ir e em vários momentos arrisquei umas palavras. Confesso que foi muito útil!

Os livros que comprei foram o Fale tudo em Italiano em viagens da Teresa Drago e o Fale tudo em Francês em viagens da Nancy Alves. Eles vêm acompanhados de CDs com lições para você ouvir a pronúncia também. Gostei muito dos dois!

Aprendi nomes de pratos típicos (importante para uma pessoa comilona) e algumas frases básicas para me virar. Algumas vezes você pode se deparar com uma pessoa que não fala inglês ou espanhol e só a boa e velha mímica pode não resolver.

Na França eu passei por uma situação que exemplifica a utilidade de aprender algumas frases na língua local. Eu pedi em inglês uma garrafa de água, que achei que era filtrada mas era mineral e acabou nos custando uns 15 euros (não faça a conversão mentalmente ou ficará deprimido como eu fiquei).

Depois disso, fazia meu pedido em inglês e pedia em francês un carafe d’eau, ou seja, uma garrafa de água potável (o equivalente a água da casa aqui do Brasil).

Se você buscar no google, encontrará vários lugares que ensinam frases básicas de vários idiomas…afinal de contas não custa nada aprender um bom dia ou um obrigado na língua do seu destino, não é?

3 – Não importa o quanto você acha que vai andar…sempre vai acabar sendo MUITO mais do que o planejado. Leve tênis confortáveis!

Eu costumo andar bastante de sapatilha no dia-a-dia e por isso nem cogitei levar tênis para a Europa. Afinal de contas, meus looks não combinavam com eles 😂

No primeiro dia em Roma, após andar cerca de 15km, segundo o GPS do celular, os meus pés começaram a me mostrar que eles podiam doer muito mais do que eu imaginava!

No quinto dia eu cheguei ao ponto de parar em uma farmácia em Florença e comprar uma pomada para dor nas pernas. Mesmo assim continuava nas sapatilhas.

Até que no meio da viagem eu desisti de ser fashion e comprei um tênis em uma lojinha de Veneza. Sim…planeje seus looks com um tênis confortável. Se você gosta de história (como eu) vai acabar andando pelo menos uns 12km por dia sem nem perceber. Ou seja, caminhar tudo isso com um tênis faz toda a diferença!

Eu no Jardim de Luxemburgo, em Paris, fingindo que estou feliz por usar tênis confortáveis (mas só tinha essa opção senão meus pés cairiam até o final da viagem)

Essa história de andar muito também nos leva para a próxima dica…

4 – Se você quiser as melhores vistas panorâmicas do alto das cidades, se prepare para as escadas.

Não interessa quantos degraus você já subiu na vida…na Europa você vai subir muito mais do que imaginou. Além de andar todos os quilômetros que já falei no item anterior, a programação incluía algumas vezes uma subida num monumento ou cúpula de igreja. Em alguns dias, o GPS do celular indicava que tínhamos subido o equivalente a 36 andares. Haja perna!

Alguns exemplos de escadarias:

  • Arco do Triunfo – Paris: 284 degraus
  • Torres da Catedral de Notre Dame – Paris:  422 degraus
  • Cúpula do Duomo – Florença: 463 degraus
  • Cúpula da Basílica de São Pedro -Vaticano: 551 degraus

Lembrando que tudo que sobe desce, então esses números são multiplicados por 2 com a subida e a descida! Ou seja, realmente não podemos esquecer do tênis confortável do item anterior.

Vista das torres da Catedral de Notre Dame. Gárgula e a vista de Paris do alto com a Torre Eiffel
De que outra maneira teríamos essa visão de um dos famosos gárgulas da torre da Catedral de Notre Dame com a Torre Eiffel ao fundo sem subir 422 degraus? Realmente imperdível!

5 – Pesquise bem sobre a temperatura na época da sua viagem…e mesmo assim se prepare para imprevistos!

Nossa visita a Europa aconteceu na primavera. A previsão de temperatura média para o mês de abril era em torno dos 15°C na Itália e uns 11°C  em Paris.

Como cariocas não toleram muito bem o frio, incluí blusas térmicas, alguns casacos leves, trench coats e um casacão grosso de inverno. Gorro nem pensar, seria um exagero! Umas duas vezes depois de fechar a mala eu quis abrir e tirar o casaco pesado de lá. Afinal de contas, pegaria muitos trens e seria um peso desnecessário e os casacos leves dariam conta do friozinho primaveril, certo? MUITO ERRADO!

Na Itália o tempo foi conforme o esperado. No início de manhã e à noite fazia frio e no resto do dia uma blusa de manga comprida cumpria seu papel. Só tínhamos que estar sempre preparados para essas mudanças bruscas.

Em Paris a coisa mudou de figura. Chegamos à cidade com a temperatura de 0º e um vento cortante e gelado que fazia com que ela parecesse negativa. E agora? Agora vamos colocar o casacão grosso que – graças a Deus – não saiu da mala e seguir andando a cidade toda, certo? ERRADO de novo! 😂

Quem disse que aquele vento gelado batendo na orelha ia nos deixar aproveitar Paris em paz? Na manhã seguinte resolvemos procurar gorros em várias lojas de departamentos da cidade. Como era primavera, todas as lojas estavam repletas de vestidos de alcinhas floridos e biquínis, enquanto os parisienses nas ruas estavam todos cobertos e agasalhados com roupas de inverno.  Resultado final: uma manhã de passeios perdida e nenhuma roupinha de frio pra contar história.

Luz no fim do túnel

A salvação veio na fila para subir nas Torres da Catedral de Notre Dame (olhas as escadas aqui de novo). Do outro lado da rua avistamos umas lojinhas para turistas, daquelas cheias de souvenires. Nesse dia o vento estava especialmente frio e vi uma turista argentina sair da nossa frente, ir até a loja e voltar com cachecol. OPA…uma luz no fim do túnel!

Encontrei gorros térmicos na bendita lojinha e pudemos continuar felizes e menos congelados no resto da viagem!

Felizes de que não iriam continuar com as orelhas congelando o resto da viagem

Moral da história: Sempre se prepare para imprevistos meteorológicos.

E se você está lendo essa parte porque jogou no google onde comprar luvas e gorros em Paris na primavera, só ir no lado da Notre Dame pra não passar o mesmo perrengue que eu!

Gostou dessas dicas? Espero que elas tornem a sua viagem mais agradável. Conta pra gente nos comentários alguma dica imperdível que você também aprendeu viajando!

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